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É nossa convicção de que os seres humanos têm potencial ilimitado para a bondade, consciência e evolução co-criativa. O único limite é o condicionamento pessoal e cultural dos nossos egos individuais e colectivos.
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Por “ego” não se entenda a ideia de individualidade, mas sim o nosso apego à ilusão poderosa de auto-existência independente. A consciência do ego, apesar de ter tido um papel a desempenhar no desenvolvimento da nossa individualização, tem actualmente a grande maioria da raça humana em seu poder e é a principal causa de todos os nossos crescentes problemas globais. Por quê? Porque o ego só pode existir separado do outro e do todo, incluindo os organismos vivos da Mãe Terra e, portanto, é o alicerce fundamental do auto-interesse. Esta ilusão muito convincente de separação é construída sobre impulsos primitivos de sobrevivência do nosso passado evolutivo como o medo, desconfiança, competição, narcisismo, etc.. O que estamos realmente a enfrentar é uma crise de consciência (por exemplo, a crise ecológica é um sintoma) e despertar significa transcender os desejos e medos do nosso ego individual/colectivo alcançando assim o próximo nível de desenvolvimento evolutivo. É mesmo uma aventura!
Actualmente muitas pessoas estão a acordar para a importância de encontrar soluções para os sintomas externos da consciência do ego, tornando-se cada vez mais “verdes”, pela busca de estilos de vida sustentáveis, várias formas de ativismo, etc.. Alguns também estão a despertar para a consciência espiritual da sua existência, encontrando respostas em mestres espirituais, na meditação, entre outras práticas. De modo generalista, os activistas tendem a focar-se em questões externas, ignorando por vezes o papel causal da consciência, enquanto que as pessoas que seguem uma via espiritual acabam por se concentrar numa busca interna para resolver a problemática com que se deparam., acabando por se evadir da vida em vez de a abraçarem todo o potencial que esta tem.
Porem para podermos acompanhar este potencial despertar que levara a vida e este planeta a seguirem um melhor caminho precisamos de dar o melhor de ambas as dimensões do nosso ser. Precisamos de despertar para a nossa verdadeira natureza, ou seja, para a compreensão da vida como um todo.
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E o que significa isto? Significa descobrir quem somos no sentido mais profundo enquanto unidade no todo da vida e, em seguida, mais importante ainda, assumir a responsabilidade pela veracidade das inter-relações absolutas. Este trabalho não tem nada a ver com crenças, conceitos, dogmas ou bagagem cultural de qualquer espécie, mas sim, de compreendermos e nos libertarmos do falacioso conceito de ego pessoal, na descoberta de uma paz profunda, duma confiança inabalável na vida e duma nova e vasta liberdade de ser.